terça-feira, 24 de março de 2020

Uma academia para todos

O texto a seguir são trechos de uma matéria re-publicada na revista Seleções em janeiro de 2013. A matéria original foi publicada pela National Geographic em maio de 2011.
Apesar de antiga, a matéria é inspiradora.


Texto de János Koncz
Fotografado por Márton Kállai

Mesmo sem dinheiro, um campeão de boxe dirige com sucesso uma
academiapara jovens ociosos em Újfehértó, na Hungria.


Na rua Honvéd, na pequena cidade de 15 mil habitantes chamada Újfehértó, Mihály Csukrán, 54 anos, ensina crianças e jovens entre 14 e 18 anos a viver com a ajuda do esporte. Ele já foi campeão de boxe, integrou a equipe de 1985 do campeonato húngaro e tem vários recordes mundiais do Guinness. Criou a academia em 1987, depois de se aposentar da carreira de pugilista com lesões no olho e voltar de Budapeste para sua cidade natal.

Como havia pouco dinheiro disponível para construir a academia, a criatividade teve papel importante. A base é a casa inacabada de Csukrán. Só os alicerces estão prontos. Ele construiu um teto e usou material descartado para montar uma pequena sala de exercícios e um vestiário.


Os membros da Associação Atlética Desportiva Csuki, ou Csuki TSE, praticam três modalidades: fisiculturismo para desenvolver a força, boxe para a perseverança e futebol para a velocidade. Mas não há integrantes que participam apenas de uma atividade.

A academia de Csukrán não cobra mensalidade nem recebe contribuições como clube desportivo.

A devoção de Csukrán à academia vem de uma promessa que fez ao pai, em 1976, de cuidar da saúde e de provar isso dando 12 voltas ao mundo correndo - não literalmente, mas o equivalente a isso em quilômetros.


Essa meta ele já superou. Mihály Csukrán afirma que o objetivo de correr 500 mil quilômetros foi cumprido em 1º de maio de 2012 e, desde então, ele manteve o programa de corridas.

Depois de cumprir a promessa, Csukrán quis ajudar os outros também. Foi essa ambição que o fez criar o programa de treinamento para crianças.

A única tristeza de Csukrán (Tio Misi, como é conhecido), é que o pai não viveu para vê-lo cumprir a promessa.


Todo dia, Csukrán se levanta às três da madrugada, veste as roupas de treino e, sem ligar para o clima, corre 12 quilômetros.

Em 1993, ele cobriu a distância de uma maratona pulando corda de costas. Em 1994, percorreu 200 vezes os 42 quilômetros. No total, correu a maratona 700 vezes.

Tio Misi trabalha muito, e os garotos que entram no seu time aceitam seus conselhos, o respeitam e o amam. Ele lhes dá um exemplo de perseverança e os estimula a ir além do que têm.

sexta-feira, 20 de março de 2020

“Você pode fazer muito mais”

por Jacquelin Gorman


Quando era capelã residente no Centro Médico da Universidade da Califórnia, campus de Los Angeles (UCLA), eu entrava na vida de estranhos no pior momento possível. Naquelas horas sombrias em que havia um paciente morrendo, eu aparecia, uma estranha, um rosto, uma voz, um toque desconhecidos. No começo, tinha pavor daquelas visitas e me via como uma pobre substituta da intimidade confortadora da família e dos amigos. Sentia-me incapaz de ajudar.

Então recebi uma importante lição espiritual de uma dessas pessoas desconhecidas e nunca mais vi a vida da mesma forma. Ela morria de insuficiência renal e a única esperança seria um transplante. Esperei com ela, rezei com ela, finalmente, disse com um suspiro:

- Gostaria de poder fazer mais do que isso.

- Você pode - disse ela. - Você pode fazer muito mais.

No seu leito de morte, prometi ser uma doadora viva de rim, assim que o tempo e as circunstâncias permitissem.

Uma década depois, quando meus filhos cresceram, cumpri a promessa. Voltei à UCLA e ofereci um rim a quem precisasse. “Um desconhecido?”, perguntavam todos. “Você faria isso por um desconhecido?”.

Nunca entendi porque o mesmo ato fazia sentido caso eu ajudasse alguém conhecido mas fosse inacreditável na hora de ajudar quem eu nunca vira.

- O que sabe sobre essa pessoa que vai receber seu rim? - perguntavam.

- Que vai morrer caso não o receba - respondia.

Era tudo que eu precisava saber.

Em 5 de novembro de 2010, meu rim fez sua primeira viagem sem mim, aninhado na cabine do piloto, no assento da primeira fila.

Passei menos de 24 horas no hospital, e a dor pós-cirurgia era docemente familiar: a mesma que eu sentira quando tive meus filhos de cesariana. O rim foi tirado por aquela cicatriz desbotada e me concedeu mais uma vez o privilégio de dar a vida com quase 60 anos!

Conheci o homem que recebeu meu rim muitos meses depois, num dia claro e ensolarado da Califórnia, quando ele já estava em condições de viajar. Embora nunca tivéssemos trocado fotos, nos reconhecemos imediatamente no restaurante lotado. Fui na direção dos seus braços abertos, nós dois rindo e chorando, ao mesmo tempo que nos ligávamos com a vida: a minha vida, a vida dele, toda vida.

Levarei comigo aquele sentimento a cada instante que continuar respirando, sabendo que, nas horas mais difíceis, me sustentará essa dádiva inestimável que uma desconhecida me deu em seus últimos momentos sobre a Terra.

terça-feira, 17 de março de 2020

Por que devemos castrar?

Esse procedimento é recomendado pelos Médicos Veterinários, já que traz muitos benefícios.
A castraçao garante uma vida adulta bastante saudável para os animais e tranquila para seus tutores.



Machos

  • Evita fugas;
  • Evita constrangimento de cães "agarrando" em pernas das visitas;
  • Evita marcação do território (xixi fora do lugar);
  • Evita agressividade motivada por excitação sexual constante;
  • Evita tumor testicular, prostatite, hérnia perianal e infecção urinária recorrente;
  • Evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como o TVT (tumor venéreo transmissível);
  • Evita o aumento do número de animais de rua;
  • Evita a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, sarna demodécica, etc. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outros doenças).


Fêmeas

  • Evita acasalamentos e gestações indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação;
  • Evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como o TVT (tumor venéreo transmissível);
  • Evita o surgimento de neoplasa mamária (câncer de mama);
  • Evita piometra (grave infecção uterina);
  • Evita pseudociese (gravidez psicológica) e suas consequências, como infecção nas mamas e cistos ovarianos;
  • Evita cios;
  • Evita o aumento do número de animais de rua;
  • Evita a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, sarna demodécica, etc. ( em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças).


A castração poderá ser realizada a partir de 6 meses de idade.

Fonte: Hospital Veterinário 4 Patas

quarta-feira, 11 de março de 2020

A casa ecológica de garrafas PET



Quando a economia da Argentina colapsou em 2001,  Alfredo Santa Cruz acabou na pilha de sucata, enquanto ele  procurava lixo para vender.

Mas, ao invés disso, ele construiu uma casa reciclada. Ele desenvolveu um sistema resistente e à prova d'água.

O projetou envolveu 24 mil garrafas de plástico e tem como objetivo ajudar pessoas a sair da situação de rua.

"Eu estimo que 20 mil pessoas tenham aprendido aqui como construir uma casa de garrafas de plástico. Nossos cursos são gratuitos, então o conhecimento é repassado rapidamente para a comunidade", diz Alfredo.

Os riscos de incêndio são reduzidos preenchendo as garrafas com areia e água. Por dentro das casas, os móveis também são feitos com garrafas de plástico e outros materiais reciclados.